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Eu sou uma bruxa Com rimas e razões. Eu estou em mudança como as estações. Minha mãe é a lua, Meu pai é o sol, Eu sou uma com a Deusa Terra. Eu sou uma bruxa, uma criança Pagã. Espírito da natureza da mãe selvagem Cresce dentro de mim, flui dentro de mim, Serpenteando como um córrego enfeitiçado, Encantando cada meu despertar sonhando. Eu respiro o AR da libertação, Eu tendo o FOGO da transformação, Eu bebo a Água da criação, A Magia da TERRA é minha conjuração. Eu sou uma BRUXA da sombra e ilumino-me, Do vôo das névoas e dos corvos de Avalon. Eu sou uma bruxa, com orgulho dizer Eu ...

domingo, 9 de agosto de 2009

A Deusa e o Deus

A DEUSA:

A Mãe Primordial, que teria criado tudo e todos, até seu próprio complemento masculino, está na base filosófica e fundamental de todas as mitologias e Religiões Antigas.

Na compreensão humana primitiva a Mãe precedeu o nascimento do Pai. Percebemos isto em todos os mitos sagrados anteriores ao patriarcado e quanto mais antigos são estes mitos, mais isso se confirma.

o Culto à Deusa remonta a Era de Touro(4000 a.C. à 2000 a.C.), época em que o respeito ao feminino e ao culto aos mistérios da vida e procriação estavam em seu apogeu. Na Era de Touro o culto a Deusa teve seu apogeu, porém ele é muito mais antigo e suas origens são muito mais remotas, pois pesquisas realizadas recentemente por arqueólogos norte-americanos apontam que o culto matriarcal e à Deusa datam de mais ou menos 500.000 a.C.. Isto foi comprovado através de testes feitos com o carbono 14 em alguns objetos ritualísticos com desenhos de Deusas encontrados em sítios arqueológicos, que constatam suas origens no Paleolítico Inferior.

No final da Idade de Bronze (5000 à 2000 a.C.) também encontramos muitos indícios de culto à Deusa Mãe. Descobertas feitas por toda Europa, África, Escandinávia e diversas outras localidade, comprovam isso. Inúmeras estatuetas femininas esculpidas em marfim, barro, argila e pedra representando mulheres com seios e ventres grandes (Vênus de Willendorf) foram descobertas nas proximidades de lugares sagrados e sepulturas, o que simboliza algo respeitável e religioso.

Nas Eras que antecederam a agricultura, quando os homens viviam da caça e pesca, as mulheres eram a base do lar, das artes, arquitetura e também eram as transmissoras da cultura ancestral e religiosas. Enquanto os homens saiam para caçar, as mulheres realizavam os ritos sagrados para que a caça fosse bem sucedida e para que eles pudessem retornar em segurança. Elas eram as Grandes Sacerdotisas, Xamãs, curandeiras, parteiras e mantenedoras dos ritos e mistérios religiosos da Tribo. Homens e crianças dependiam de seus cuidados e conhecimentos, por isso eram veneradas e reconhecidas como Guardiãs dos Mistérios da Vida.

Mais tarde quando os povos indo-europeus se converteram em tribos conquistadoras e guerreiras e se expandiram em busca de melhores temperaturas, o culto ao Deus (O Sol) suplantou o culto à Deusa. Pouco a pouco instaurou-se o culto ao Sol com a chegada da Era de Áries (2000 a 0 a.C.) e nasceu assim o patriarcalismo. Até o início da Era de Peixes, Deusa e Deus eram cultuados juntos e seus cultos eram interligados, tolerantes entre si e estavam em perfeito equilíbrio.

A partir de 330 d.C. (quando o Catolicismo foi estabelecido como Religião Oficial) o culto à Deusa começou a declinar e aos poucos o Cristianismo foi irrompendo toda Europa e se converteu como a Religião da moda de Reis e Rainhas. Porém as pessoas comuns, os servos e servas, jamais abandonaram a Religião Antiga. O povo do campo ou os pagãos (paganus= povo do campo), devido ao seu contato direto com a natureza seguiram fiéis ao Paganismo e foi através deles que a Bruxaria passou de geração em geração e chegou até nós na atualidade .

Das origens primitivas do neolítico e paleolítico surgiram todas as formas de magia e Religião, inclusive e principalmente a Wicca.

O DEUS CORNÍFERO:

O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. Ele é o guardião das entradas e do circulo mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol e da mesma forma , nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.
Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em sí os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.
Para a maioria pode aparentar meio incestuoso, quando afirma-se que o Cornífero seja filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos onde os indíviduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso simbolismo do Mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe inclusive o próprio Deus e por isso para Ela Ele deve voltar.
O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram frequentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.
Com a crescimento do Cristianismo e com a intensão do Clero em derrubar Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil.
O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. Cernunos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.
Ainda hoje existe muito confusão a cerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.
O culto à Deusa Mãe e aos Deus Conífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.
A Arte Wiccaniana remonta os homens das cavernas e para entendermos o porque uma divindade com chifres foi reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos temos que pensar como nossos antepassados.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.
Quando o homem saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo clã seria nutrido, ele era o “Rei”. O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.
Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam-nos.
O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra.
A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo.

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Oração a Ceridwen

"Ceridwen, Senhora do Caldeirão,
Vc que conhece os Mistérios, da Vida, da Morte e do Renascimento,
Que a Luz de seu Caldeirão, a fonte de todo Conhecimento, se espalhe sobre minha Vida, ensinando me seus Mistérios"